quinta-feira, fevereiro 16

A sentir-me tão bem e tão livre como não me sentia há muito tempo...
Estou de volta!
Sou eu outra vez!
A tua nuvem passou e voltou a luz.
Obrigada pelo enorme favor.
Voltou o charme, voltou o glamour, voltou a sensualidade... voltei!

quarta-feira, fevereiro 8

Anjo Sem Luz

Parei e decidi que não fazia a pena fingir que não te via, quando cada sentido meu está alerto para a tua presença sempre que estás por perto.
Aproximei-me de ti, sentado num banco mesmo no meio do jardim. Não precisei de ver para perceber logo o que estava a fazer. Agi com naturalidade, sendo ajudada por aqueles conhecidos que nos aparecem por detrás quando estamos frente a uma situação complicada e queremos parecer casuais e descontraídos.
Cheguei. Vi aquilo nas tuas mãos.
-Olá.
-Olá.
-Falamos agora ou falamos depois?
-Se quiseres podes falar agora...
-Eu tenho que me ir embora. Pode ser logo?
-Não sei se venho aí.
-Ok. Se vieres diz-me qualquer coisa.
-Ok.
-Vou-me embora. Adeus.
E voltei as costas e segui sem olhar para trás.

De que serve ser um anjo se não tenho luz para te resgatar às trevas?
De que serve fazer o bom, por desejo de orgulho da tua parte, dar o meu melhor todo para ti, para que saibas que podes contar e para que vejas a inocência que é tua, se ficas constantemente, consecutivamente, a matar-te em bancos de jardim?
Sou um anjo baço.
Sou uma menina inocente sem luz para te tirar das trevas.
Sou um anjo, mas nem consigo ser da guarda, nem consigo dar-te luz, quando tudo quanto eu mais queria era iluminar-te o caminho.
Não tenho luz.
Sou um anjo sem luz.

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