segunda-feira, dezembro 18

Something has changed...

sexta-feira, dezembro 8

Muda de Vida

Assim é melhor.
Eu gosto de emoção nas coisas que se fazem. Gosto de extremos.
Não gosto de meios termos. Ou é ou não é.
E para deixar de ser então que o deixe de ser realmente.
Terminar uma relação com amizade resultou sempre no reatar dessa relação.
Desta vez é ainda mais diferente.
Desta vez seria absolutamente inaceitável considerar tal hipótese, por isso desta vez é definitivo.
Para esquecer preciso de raiva. Depois de raiva preciso de indiferença. E depois de indiferença preciso de continuar a minha vida.
Neste momento eu tenho o motivo.
Tenho o motivo para a esquecer.
Sou uma pecadora inocente, que se sente em paz com os seus pecados.
E mais... Sou uma pecadora inocente vítima finalmente feliz com um motivo verdadeiro para se libertar.
Quero liberdade, quero fúria, quero sensualidade, quero soltar amarras, quero ser eu.
Quero arrasar, quero ser indiferente, quero ser irónica, quero esquecer, quero ser eu.
Quero ironia.
Quero uma vida nova.
Quero sentir-me eu outra vez.
Como daquela vez, quero esse prazer.
Quero dizer assim: "estou-me a cagar para um gajo que não me sabe dar um beijo no pescoço que me dê prazer, que me está sempre a provocar e não dança comigo e que tem muito a aprender na cama".
E quero ficar indiferente.
Estilo "Sexo e a Cidade".
Eu nunca fui de desistir. Não consigo! Por isso é que resisti tanto tempo.
Mesmo quando estive quase a comer o bonzão do amigo continuei a não desistir e quando ia aos cafés com aquela montanha que simplesmente é feita para escalar e me deleitava com as dicas subtéis, infrigi várias vezes a regra número um: "acabar com um relacionamento em que se deseja um diferente."
Sempre achei que não devia ligar. É passageiro, além de que deve ser normal desejar outros homens.
E aí errei.
E errei porquê?
Porque simplesmente não consigo imaginar uma realidade em que não o podesse abraçar não podesse estar com ele, não podesse ser a menina dele.
Mas devia ter desistido.
Devia ter desistido porque apesar de ser aquele que eu queria mesmo, não me dava tudo o que eu queria mesmo.
E não está certo.
Não está certo eu mesmo agora achar que ele continua a ser aquele e que não quero outra coisa senão poder ser a menina dela e que já agora espanco qualquer gaja que se aproximar dele.
E não está certo achar isto, quando sei ao mesmo tempo que preciso de mais. Preciso de viver mais. Preciso de conhecer mais. Preciso que me dêem mais. Preciso da outra realidade que tenho vindo a imaginar ao longo deste tempo, em que ele não passa de um espectador.
Agora não preciso de me preocupar com tomar a decisão de o deixar por achar que preciso de mais para depois me arrepender por chegar à conclusão de que tudo o que precisava era dele. E não preciso de me preocupar porque foi ele quem fez isso e é ele quem se vai arrepender.
E eu agora estou-me a cagar.
Quero escalar as tais montanhas que são feitas para escalar e esquecer o resto.
Quero viver a vida que desejo.
Quero esquecer isto, quero esquecer esta relação, quero ficar indiferente.
E não tenho medo.
Eu sei que consigo.
E já não tenho medo porque não sou eu quem tem que lidar com as consequências. É ele.
Eu vou mudar de vida.

segunda-feira, dezembro 4

"O ar enfadado de ser hoje segunda-feira e não ter o domingo valido a pena."

José Saramago in O Ano da Morte de Ricardo Reis




Para quem gosta do Pessoa e do Saramago recomenda-se. Mas é preciso gostar!

domingo, dezembro 3

Melancolia

Odeio domingos.
Espero pelo fim-de-semana a semana inteira, mas quando chega domingo preferia que fosse outro dia qualquer.
O domingo quase nunca vale a pena.
É o dia da família e o dia em que toda a gente está com a família e a descansar, por isso fico também em casa com a família a descansar e sinto-me aborrecida por não sair de casa ou por sair só durante as refeições. Depois como passo o dia todo em casa a "descansar", acabo por me sentir mais cansada e sem vontade de fazer os trabalhos acumulados.
Conclusão chego ao fim do dia cansada, melancólica e com remorsos de já que não fiz nada e tive o dia todo em casa, não o ter aproveitado para adiantar trabalho.
Ou se não for para adiantar trabalho, para pelo menos ter cuidado de mim com um banho relaxante e um bom livro. Mas não o final daquele filme pareceu-me impossível de perder e o livro foi sendo lido entre intervalos de filmes.
Agora apetecia-me ter saído para ir fazer desporto e ter aproveitado a tarde para um bom banho relaxante, com tudo aquilo a que tenho direito.
Como sempre, fica a promessa de mais uma vã tentativa de alterar este ciclo melancólico do início de uma semana que não apetece e que representa mais trabalho acumulado.
Odeio estes padrões.

sábado, dezembro 2

Moderna Clássica

Tenho-me apercebido de um fenómeno estranho. Voltei aos clássicos. E não só voltei aos clássicos como me sinto orgulhosa disso. Na verdade sinto-me mais eu. Não só me sinto orgulhosa disso como me sinto superior. Superior ao que era antes e superior às pessoas que são como eu era.
Na realidade esta faceta de menina renascentista, feminina, afável e ao mesmo tempo rebelde, que gosta de música, de dança e de livros, menina do coro e estudante universitária responsável assenta-me na perfeição.
Assenta-me tão bem que vejo isso nos olhos das outras pessoas de cada vez que as olho.
Sempre fui um bocado intimidante e sempre me quiseram como líder.
Mas comecei a fazer as coisas da maneira errada. Achava que era com rebeldia que conseguia as coisas e ser aceite da maneira que queria. Ao tentar ser diferente de mim própria para me sentir como queria, afastei-me de mim mesma e do que queria ser. Finalmente tenho maturidade suficiente para saber que basta-me ser eu própria para fazer o que quero, o que gosto e ser aceite e respeitada pelas pessoas.
Hoje sei o efeito que tenho nas pessoas.
Sei o efeito que tenho nos homens. E sei também que esse efeito é reforçado pelo facto de não ser uma "daquelas disponíveis", mas sim inacessível com namorado.
Sei o um sorriso faz. Sei o que ser verdadeira faz.
Não preciso de jogos de mulheres.
Não preciso que me digam que sou bonita, simplesmente porque me é indiferente e sinto-me orgulhosa de ficar admirada de cada vez que o dizem.
Não precisam que me digam que sou inteligente. Gosto mais que me desafiem a ser mais.
Não preciso que me digam que sou atraente. Eu também não vou fazer nada para o ser mais ou menos.
Não preciso que me digam que sou simpática e afável. Eu trato os outros da maneira como espero que me tratem a mim.
Não tenho paciência para jogos de mulheres.
Mas sei que com um olhar, um sorriso, a minha voz e sendo verdadeira, me tratam como se fosse uma princesa.
E eu adoro isso.
Adoro ser tratada como uma princesa.
Adoro que me peguem na mala e que me acompanhm até à porta e me dêem a mão para descer as escadas por causa dos saltos.
Adoro que me façam as vontades todas com paciência e que sorriam ao fazê-lo.
E gosto de conseguir isso tudo sem me esforçar nem fazer nada por isso.
Gosto de estar com o meu namorado sem fazer jogos e de saber que ele me faz as vontades e sentir-me uma princesa por isso. No entanto, sem nunca pensar que tudo aquilo que ele faz não lhe é devolvido com a minha devoção e afecto.
Não preciso de dominar um homem para me sentir uma mulher moderna.
Sou independente e gosto de o ser.
Sou uma mulher moderna e não sou nenhuma cabra.
Não preciso de ir para a cama com um diferente por semana, para me sentir melhor ou para ter mais prazer.
Faço aquilo quero e não aceito que me metam contrarieades ou que discordem de mim. Gosto de ser criticada mas não aceito ser impedida.
Sei ser impiedosa e não preciso de ser uma cabra para isso.
Só preciso de mim.
E de mim só preciso de ser verdadeira.

Que se lixe

Eu sou agressiva a escrever.
A sério que sou!
Gosto de escrever palavras chocantes, gosto de expulsar os sentimentos todos através de palavras e gosto de as ler com indiferença no fim. Indiferença não sei se será a palavra certa. É mais superioridade para ser sincera...
De todas as coisas que gosto de fazer, esta é das que gosto mais, das que me faz sentir melhor comigo própria... Mais eu.
No entanto, a Blogosfera já não é o que era... Para começar, tornou-se um pouco perigoso escrever. Tenho sempre medo que os olhos errados leiam e para escrever sem ser com fúria de sinceriedade, também não vale a pena fazê-lo. Depois, tornou-se demasiado comercial. Antes eramos menos, tinha mais piada. Hoje em dia em já nem sei bem quem são os bloggers da moda, tirando os oldschool.
Eu não gosto de cultura de massas. Por isso afastei-me.
Mas vou regressar. Mesmo que seja para não ter comentários neste cantinho, nem ser conhecida nem conhecer, pensei: "Que se lixe!"

This page is powered by Blogger. Isn't yours?