segunda-feira, julho 30

As minhas preces foram atendidas...

O que é que eu fiz?




sábado, julho 28

Desvaneios

Sinto uma pressão no peito.
Sufoca-me.
Preciso de mudar. Preciso de reencontrar a minha força, preciso de sorrir de verdade sem estar a chorar por dentro. Preciso de algo de novo na minha vida, algo bom.
Estou triste e não sei porquê.
Sinto-me fraca, sinto-me perdida, sinto que não consigo voltar a ser verdadeiramente feliz.
Faço asneiras, coisas que não têm haver comigo, numa fútil e vã tentativa de exteriozar o que está dentro de mim.
Se estivesse numa sala cheia de quadros e esses transmitissem o que me vai por dentro, estariam escuros, negros, mórbidos, a gritar de dor e de injustiça. A gritar por esperança e força. Num grito silencioso de ajuda. Numa tentativa de força e de recuperação.
Estou triste, sinto-me estranha. Quero ser forte, quero ser como quero ser.
Não consigo.
Não consigo evitar estar triste, não consigo evitar olhar, não consigo evitar o que sinto. Mas preciso. Preciso de ignorar tudo, de pensar apenas na razão.
Quero o meu cérebro e só o meu cérebro a mandar em mim.
Preciso duma força interior que não encontro mais em mim.
Pensava que a esta altura já estaria muito melhor e muito mais forte.
Porque é que isso não acontece?
Acho que só me resta parar de fugir e enfrentar de uma vez por todas o que está dentro de mim, para ser capaz de ultrapassá-lo.
Vou conseguir.
E, depois, vou olhar para isto e vou sorrir com (In)Diferença.

segunda-feira, julho 16

Momento

Estava sentada no sofá a ver televisão e tive um momento. Sabem, eu acho que a vida é toda ela feita de momentos em que paramos e sentimos, como nunca conseguimos sentir durante a maior parte do tempo. Esses momentos ajudam-nos em tempos difíceis, a arranjar respostas para os problemas, a reconhecer verdades que até aí tentámos contornar ou negar e a dar-nos força para o que temos que fazer quando tudo muda. Porque durante um desses momentos de clarividência, as coisas mudam e não podemos simplesmente continuar a vida como se não tivessemos passado por eles.
Bem, eu tive um desses momentos agora. Foi um momento de incredulidade. Um momento em que eu parei e esquecendo toda a raiva, toda a mágoa e toda a amagura dos últimos tempos, limitei-me a ficar parada, a sentir-me incrédula por tudo o que tinha acontecido e a pensar em como era tudo tão rídiculo e tinha tão pouco haver comigo.
Tenho dito muitas vezes a mim própria que sou muito melhor do que isto e tenho-me repreendido pelo papel de parva que pensei andar a fazer. Mas só neste momento é que eu parei de tentar convencer-me disto e compreendi que era mesmo muito melhor do que isto. Só agora me apercebi, que esse papel, só o fiz por estar desorientada e porque a percepção é a realidade. Mas agora vejo que não sou eu quem está a fazer o papel de parva, que não interessa que sejas tu ou seja eu, nem quem é que está mais feliz com o fim da relação e se sente mais "cool". Aquilo que realmente interessa é que duma maneira ou de outra, eu estou bem. Eu saiu a ganhar, porque deixo de ser uma pessoa que não gosto de ser e volto a ser a pessoa que gosto de ser, refinada. Eu não sofro mais, porque acho ridículo, eu limito-me a aprender com tudo o que fiz, com os meus erros e com as tuas atitudes. Eu não lamento mais porque tenho muito mais ainda por viver, ainda falta muito para vir. Eu tentei, eu amei, eu respeitei e agora vazia estou pronta para o fazer de novo e me sentir viva outra vez.
Eu não tenho medo.
Todas as minhas preces são sempre atendidas, só não acontecem exactamente da maneira que eu as imaginei, mas eu sei que quando penso nelas o tempo suficiente, elas acabam por acontecer. E qualquer duvida que eu tenha, basta pensar em ti que apareceste como eu tinha desejado, nos meus jogos de cartas, na ironia saborosa da minha vida e na esperança de que a paga pelos meus pecados seja feita e a recompensa pelas minhas beneces seja concedida.
Eu não tenho medo nem tenho esperança, ao mesmo tempo que tenho os dois, porque eu sei que tudo na vida volta para mim, tudo na vida acontece como eu anteriormente desejei que acontecesse e que tudo na vida há-de ficar bem.
E agora, tal como eu tinha desejado que aparecesses, também te vais embora pela força desse desejo de ires.
E tal como fiquei mal, também agora voltarei a ficar bem.
E o próximo desejo cumprir-se-à.
E as pagas serão feitas, boas e más, por todos.
Nada tenho a recear, já paguei, já recebi.
A minha vida é uma folha em branco para escrever e para trás fica o último capítulo.
Assim, o círculo fecha-se outra vez.
Não temo.

Tem cuidado com o que desejas, pois os Deuses poderão acabar por to conceder.

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