segunda-feira, janeiro 23

Um Novo Presidente da República

Cavaco Silva.

As pessoas têm a memória muito curta.

Baixos da Noite:
-A Taxa de Abstenção.
-Terem cortado a emissão do discurso do Alegre. Acho inacreditavelmente estúpido e invejoso.
-O Sócrates ter discursado DE PROPÓSITO naquela altura.

Altos da Noite:
-O Resultado de Manuel Alegre.

Resta agora avaliar e pesar as precursões destes resultados dentro do partido socialista.
O Sócrate é extremamente hipócrita.
Tenho pena do Soares por ser ter metido nesta merda, ele merecia ter ficado sossegado e em paz no seu canto, mas parte da culpa do cantidato da direita ter sido eleito é muita dele também.
A direita vai ficar mais unida e a esquerda mais dividida.
Mas NÃO voltaremos ao fascismo!!


PRESIDENCIAIS 2006

Cavaco Silva: 50,59%
Manuel Alegre: 20,72%
Mário Soares: 14,34%
Jerónimo de Sousa: 8,59%
Francisco Louçã: 5,31%
Garcia Pereira: 0,44%

Participação: 62,61%
Brancos: 1,06%
Nulos: 0,79%

sexta-feira, janeiro 20

'Tou cheia de sono.

terça-feira, janeiro 17

Quatro Mulheres

Pára o autocarro.
As quatro mulheres saem deixando um velho, um motorista cansado e um autocarro vazio para trás.
Seguem-se três degraus. Um, dois, três, rua. O poste de aço a indicar a paragem lá continua e os cães nervosos com a provocação contínua dos miúdos e a aproximação frequente de estranhos, agitam-se por detrás das grades pouco sólidas das casas familiares do bairro. Não ladram. Talvez estivessem a dormir ou talvez tivessem reconhecido o cheiro familiar de vizinhos próximos que fazem um trajecto rotineiro todos os dias.
As quatro mulheres saem para a estrada e encaminham-se para a saída do bairro. Ao fundo da rua vêem-se os prédios que se seguem, que custumam fazer sombra às casinhas lá por volta das cinco, seis da tarde, talvez mais cedo ainda porque agora estamos no Inverno.
Ouvem-se os saltos, derivados de um passo apressado e decidido. Aqueles passos de pessoas que sabem para onde querem ir e sabem o que vão fazer. Instala-se um silêncio pensativo, ritmado pelo som dos passos e das respirações ofegantes de Inverno, quando o ar custa a entrar nos pulmões e nos saí muito bafo pela boca.
As mulheres dirigem-se ao final da rua, cada uma, cada qual, emergida em si e mergulhada nos seus pensamentos. Mantêm o passo decidido absorvidas pelas suas vidas vulgares, difíceis e monótonas. Umas mais desgastadas pela vida e labuta, outras mais frescas com carne pronta a sofrer e ossos não preparados para levar pancada, mas todas mulheres, na sua vida e no seu universo paralelo, num universo inteiro cheio de universos paralelos egocêntricos.
Chegadas a um ponto, a uma espécie de cruzamento para peões, cada uma segue a sua via. Uma entra por uma rua paralela do bairro, outras duas sobem umas escadas do lado oposto que vão para a rua principal e a outra atravessa a estrada e dirije-se pelo jardim ao seu apartamento de luxo, num daqueles prédios altos, com ar de "estou aqui e daqui não me tiram".
Cada uma imersa na sua vida, depois de um dia de mais trabalho, segue para sua casa, para finalizar um dia cansativo com algo de conhecido e familiar e se possível com algum descanso.
As quatro mulheres separam-se sem trocar uma única palavra.

sábado, janeiro 14

Palavrões

E depois disse um palavrão.
Senti-me suja.
Pensei na inocência que valorizava e na enorme incongruência que tinha acabado de fazer.
Perguntei-me como podia uma pessoa sentir-se inocente e estar tão suja.
Deitei-me e dormi.
Sonhei com mortes, vampiros e actos de traição valorizada. O habitual.
Acordei com medo... Medo de enfrentar o novo dia e a querer voltar para os meus mortos-vivos.
O dia correu bem.
Perguntei-me o que tinha feito para merecer isso. Duvidei que merecesse isso.
Senti-me porca e suja, por ser imerecida da felicidade e da sorte e da compreensão que estava a receber.
Perguntei-me se sentias o mesmo, quando te atolavas nas merdas que nos acontecem na vida e tive medo que se soubesses as coisas que eu faço ficasses desiludido comigo. Apeteceu-me ser uma pessoa melhor para me sentir sempre tão inocente e pura como quando estou contigo. Para ser sempre a pessoa que sou quando estamos juntos. Lembrei-me das tuas palavras e percebi mais uma vez que sentias o mesmo por razões diferentes.
Os nossos extremos tocavam-se e uniam-se iguais.
Não quero voltar a falhar.
Não quero falhar...
Quero que te orgulhes de mim para sentir que mereço orgulhar-me de mim.

Enmerdei-me? Profundamente. Agora tenho que me desenmerdar.

segunda-feira, janeiro 9

Tentar outra vez...?
Porra amo-te.

domingo, janeiro 8

Sinto-me sem força de vontade.
Não me apetece fazer nada.
Mais um dia a acordar a pensar em ti.
"Uma paixoneta"... Puta da minha vida, antes fosse.

sábado, janeiro 7

Ano Novo Vida Nova

Tenho é que esquecer-te.
Dói não te ter, dói a tua falta de preserverança e dói não teres lutado.
Mas simplesmente não estou arrependida por te ter deixado.

Bah!

"Não és Homem para mim... Eu mereço muito mais!" lalalalala

E agora é sempre para a frente.

...É a vida!

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