sábado, janeiro 14
Palavrões
E depois disse um palavrão.
Senti-me suja.
Pensei na inocência que valorizava e na enorme incongruência que tinha acabado de fazer.
Perguntei-me como podia uma pessoa sentir-se inocente e estar tão suja.
Deitei-me e dormi.
Sonhei com mortes, vampiros e actos de traição valorizada. O habitual.
Acordei com medo... Medo de enfrentar o novo dia e a querer voltar para os meus mortos-vivos.
O dia correu bem.
Perguntei-me o que tinha feito para merecer isso. Duvidei que merecesse isso.
Senti-me porca e suja, por ser imerecida da felicidade e da sorte e da compreensão que estava a receber.
Perguntei-me se sentias o mesmo, quando te atolavas nas merdas que nos acontecem na vida e tive medo que se soubesses as coisas que eu faço ficasses desiludido comigo. Apeteceu-me ser uma pessoa melhor para me sentir sempre tão inocente e pura como quando estou contigo. Para ser sempre a pessoa que sou quando estamos juntos. Lembrei-me das tuas palavras e percebi mais uma vez que sentias o mesmo por razões diferentes.
Os nossos extremos tocavam-se e uniam-se iguais.
Não quero voltar a falhar.
Não quero falhar...
Quero que te orgulhes de mim para sentir que mereço orgulhar-me de mim.