segunda-feira, março 10

Acabei de perceber que o teste tem dois items trocados, portanto já não sei o que pensar da minha pontuação lol
No entanto, uma coisa é sempre verdade, precisamos todos de uma boa dose de autoconfiança nas situações que enfrentamos no dia-a-dia. Desde que essa dose não roce a arrogância.
Boa semana.

Confiança


quinta-feira, janeiro 17

Desvaneios...

Eu não sou perfeita.
Não quero ser.
Mas, preciso de sentir que há pelo menos uma coisa em que sou melhor do que a maioria. Uma coisa de que gosto mesmo e que faço melhor do que as outras pessoas.
Antes tinha. Uma, duas, várias. Enfim, estava habituada a ser a melhor e o Mundo girava nos eixos correctos.
Agora já não é assim.
Eu sou boa naquilo que faço. Mas não sou a melhor. Nem sou melhor do que a média. Sou vulgar.
E isso é que não pode ser.
Isso faz-me desistir das coisas, faz-me sentir uma grande falta de confiança. Faz-me beber a banalidade da vida e desejar que tudo fosse diferente, que podesse ser como queria.
Eu sei quais são as coisas que gostava mesmo de fazer, mas para meu mal, além de serem dificeis há algumas que não há maneira de mudar. Ou que pelo menos não parece haver.
Estou cansada que seja assim.
Gostava de me destacar em algo, não precisava que fosse para os outros verem, bastava eu saber e ficava feliz.
Gostava que as coisas fossem fáceis como dantes, que não perdesse a confiança tão rapidamente, que não me apetecesse desistir logo.
Eu sei que depende de mim, mas se eu não confio em mim... Como é possível fazê-lo?

"Não há nada mais vulgar do que o desejo de ser especial."

quarta-feira, agosto 15

Onde me posso inscrever para congelar o meu coração?
É que está feito em pedaços e muito, muito dorido...

domingo, agosto 12

Sorrisos Perfeitos

Sai de casa, já ao fim do dia, para mais uma das minhas solitárias tardes de domingo. Sabia onde me dirigir, para poder chorar à vontade a ouvir música. Não tomei a Avenida, preferi antes ir por dentro da minha cidade, para depois virar directamente para o centro da cidade. Fui andando a pé, sozinha e de lágrimas nos olhos. A música mudou e eu fiquei ligeiramente mais esperançosa, no momento em que estava a tomar o atalho para o centro da cidade. Nesse momento, vi à janela um rapaz a olhar directamente para mim. O irmão dele estava a brincar naquela rua pequenina e ele estava a tomar conta dele. Retribui o olhar e depois voltei a desviá-lo, olhei para o irmão. Continuei a andar e instintivamente voltei a erguer o olhar, para o ver olhar para mim com um sorriso nos olhos cúmplice e apreciador. Corei ligeiramente e continuei a andar. Voltei-me para trás e voltei a ver aqueles olhos a olharem para mim, o sorriso estendido aos cantos da boca. Continuei a andar, virei a esquina e desapareci. Olhei uma última vez para trás, na curva da rua, donde já não podia ver a cara dele, apenas as mãos. Mãos perfeitas.
Continuei a andar, segui o meu rumo ligeiramente mais animada. Os meus passos tomaram outro caminho e dirigi-me ao miradouro da cidade, para poder ver o rio à minha frente. Desci umas escadas e fui para um sítio onde sabia poder estar sozinha, longe de olhares avaliadores. Sentei-me. A música mudou. Comecei a chorar. Primeiro apenas algumas lágrimas, um choro de menina, miudo e doce, depois aos soluços enterrei a cabeça nos braços e deixei-me levar pelo pranto e pela dor. Passado uma música, levantei a cabeça, limpei as lágrimas, levantei-me e fui-me embora.
Segui o mesmo caminho por onde os meus passos me tinham trazido. A meio entroume uma poeira no olho e fiquei muito aflita. Perguntei-me porque tal teria acontecido. Fui até um café e tentei expulsá-la por meio de água sem grande sucesso. Decidi esperar que o olho chorasse a poeira para fora, de modo a evitar arranhá-lo indevidamente. Continuei a andar e ao aproximar-me da ruazinha, senti-me ansiosa. Estaria ele lá? Ao aproximar-me vi alguém sentado na mesma janela, aproimei-me mais, reparei que estava a fumar e a olhar para dentro da sala para ver televisão. O corpo inclinado lateralmente, mais para fora, como se o seu dono não quisesse perder pitada do que se passava na rua. Olhei para o corpo. O corpo de um homem. Ele não me viu, continuei a andar e olhei para ele outra vez. Ele sentiu-me e olhou. Instintivamente ergui a mão e fiz um dos meus melhores sorrisos. Vi o sorriso dele a abrir-se como que puxado pelo meu e a estender-se aos olhos, com cumplicidade e alegria.
Voltei as costas e fui-me embora, o coração aos saltos. Cheguei à avenida e resolvi desce-la desta vez, enquanto ainda tentava curar o meu olho. Dei pulinhos de alegria.
Senti-me bem.
Gosto da minha cidade.
Vou voltar a vê-lo.

segunda-feira, julho 30

As minhas preces foram atendidas...

O que é que eu fiz?




sábado, julho 28

Desvaneios

Sinto uma pressão no peito.
Sufoca-me.
Preciso de mudar. Preciso de reencontrar a minha força, preciso de sorrir de verdade sem estar a chorar por dentro. Preciso de algo de novo na minha vida, algo bom.
Estou triste e não sei porquê.
Sinto-me fraca, sinto-me perdida, sinto que não consigo voltar a ser verdadeiramente feliz.
Faço asneiras, coisas que não têm haver comigo, numa fútil e vã tentativa de exteriozar o que está dentro de mim.
Se estivesse numa sala cheia de quadros e esses transmitissem o que me vai por dentro, estariam escuros, negros, mórbidos, a gritar de dor e de injustiça. A gritar por esperança e força. Num grito silencioso de ajuda. Numa tentativa de força e de recuperação.
Estou triste, sinto-me estranha. Quero ser forte, quero ser como quero ser.
Não consigo.
Não consigo evitar estar triste, não consigo evitar olhar, não consigo evitar o que sinto. Mas preciso. Preciso de ignorar tudo, de pensar apenas na razão.
Quero o meu cérebro e só o meu cérebro a mandar em mim.
Preciso duma força interior que não encontro mais em mim.
Pensava que a esta altura já estaria muito melhor e muito mais forte.
Porque é que isso não acontece?
Acho que só me resta parar de fugir e enfrentar de uma vez por todas o que está dentro de mim, para ser capaz de ultrapassá-lo.
Vou conseguir.
E, depois, vou olhar para isto e vou sorrir com (In)Diferença.

segunda-feira, julho 16

Momento

Estava sentada no sofá a ver televisão e tive um momento. Sabem, eu acho que a vida é toda ela feita de momentos em que paramos e sentimos, como nunca conseguimos sentir durante a maior parte do tempo. Esses momentos ajudam-nos em tempos difíceis, a arranjar respostas para os problemas, a reconhecer verdades que até aí tentámos contornar ou negar e a dar-nos força para o que temos que fazer quando tudo muda. Porque durante um desses momentos de clarividência, as coisas mudam e não podemos simplesmente continuar a vida como se não tivessemos passado por eles.
Bem, eu tive um desses momentos agora. Foi um momento de incredulidade. Um momento em que eu parei e esquecendo toda a raiva, toda a mágoa e toda a amagura dos últimos tempos, limitei-me a ficar parada, a sentir-me incrédula por tudo o que tinha acontecido e a pensar em como era tudo tão rídiculo e tinha tão pouco haver comigo.
Tenho dito muitas vezes a mim própria que sou muito melhor do que isto e tenho-me repreendido pelo papel de parva que pensei andar a fazer. Mas só neste momento é que eu parei de tentar convencer-me disto e compreendi que era mesmo muito melhor do que isto. Só agora me apercebi, que esse papel, só o fiz por estar desorientada e porque a percepção é a realidade. Mas agora vejo que não sou eu quem está a fazer o papel de parva, que não interessa que sejas tu ou seja eu, nem quem é que está mais feliz com o fim da relação e se sente mais "cool". Aquilo que realmente interessa é que duma maneira ou de outra, eu estou bem. Eu saiu a ganhar, porque deixo de ser uma pessoa que não gosto de ser e volto a ser a pessoa que gosto de ser, refinada. Eu não sofro mais, porque acho ridículo, eu limito-me a aprender com tudo o que fiz, com os meus erros e com as tuas atitudes. Eu não lamento mais porque tenho muito mais ainda por viver, ainda falta muito para vir. Eu tentei, eu amei, eu respeitei e agora vazia estou pronta para o fazer de novo e me sentir viva outra vez.
Eu não tenho medo.
Todas as minhas preces são sempre atendidas, só não acontecem exactamente da maneira que eu as imaginei, mas eu sei que quando penso nelas o tempo suficiente, elas acabam por acontecer. E qualquer duvida que eu tenha, basta pensar em ti que apareceste como eu tinha desejado, nos meus jogos de cartas, na ironia saborosa da minha vida e na esperança de que a paga pelos meus pecados seja feita e a recompensa pelas minhas beneces seja concedida.
Eu não tenho medo nem tenho esperança, ao mesmo tempo que tenho os dois, porque eu sei que tudo na vida volta para mim, tudo na vida acontece como eu anteriormente desejei que acontecesse e que tudo na vida há-de ficar bem.
E agora, tal como eu tinha desejado que aparecesses, também te vais embora pela força desse desejo de ires.
E tal como fiquei mal, também agora voltarei a ficar bem.
E o próximo desejo cumprir-se-à.
E as pagas serão feitas, boas e más, por todos.
Nada tenho a recear, já paguei, já recebi.
A minha vida é uma folha em branco para escrever e para trás fica o último capítulo.
Assim, o círculo fecha-se outra vez.
Não temo.

Tem cuidado com o que desejas, pois os Deuses poderão acabar por to conceder.

quarta-feira, abril 18

Muda de Vida?

"Às vezes é preciso parar um bocado e ficar a pensar"

Às vezes as coisas não correm da maneira que queriamos e paramos a pensar. Ficamos sentados no chão a olhar para um objecto enquanto somos absorvidos pelos nossos pensamentos e nos deixamos envolver neles. Nesta altura, em que deveriamos ser honestos connosco próprios, fazemos divisões e qualificações de pensamentos e tentamos tomar decisões desamparadas. Tentamos tomar decisões ao mesmo tempo que tentamos perceber quais é que somos realmente corajosos o suficiente para tomar. E dessas quais é que merecem realmente que o façamos.
Dizem que temos o poder para mudar de vida e eu às vezes gostava sinceramente de conseguir fazer isso. Gostava de carregar num botão e ter todo o ânimo e energia suficiente para dedicar-me à faculdade como deveria, de carregar noutro e ter o tempo e os recursos para fazer todas as outras coisas que gosto, de carregar noutro e conseguir dar-me da maneira correcta com todas as pessoas e por fim, carregar num último e mudar os meus sentimentos para fazer tudo mais livremente e com mais confiança.
Eu mudar de vida posso mudar...não consigo é alterar os meus sentimentos, não consigo libertar-me da minha ânsia nem do que gosto, por isso também não consigo mudar.

segunda-feira, abril 16

Universo Google...

...já chegou até aos Blogs.

Google + Google Scholar + Gmail + GoogleEarth + YouTube + Blogger +...

...porra!

segunda-feira, dezembro 18

Something has changed...

sexta-feira, dezembro 8

Muda de Vida

Assim é melhor.
Eu gosto de emoção nas coisas que se fazem. Gosto de extremos.
Não gosto de meios termos. Ou é ou não é.
E para deixar de ser então que o deixe de ser realmente.
Terminar uma relação com amizade resultou sempre no reatar dessa relação.
Desta vez é ainda mais diferente.
Desta vez seria absolutamente inaceitável considerar tal hipótese, por isso desta vez é definitivo.
Para esquecer preciso de raiva. Depois de raiva preciso de indiferença. E depois de indiferença preciso de continuar a minha vida.
Neste momento eu tenho o motivo.
Tenho o motivo para a esquecer.
Sou uma pecadora inocente, que se sente em paz com os seus pecados.
E mais... Sou uma pecadora inocente vítima finalmente feliz com um motivo verdadeiro para se libertar.
Quero liberdade, quero fúria, quero sensualidade, quero soltar amarras, quero ser eu.
Quero arrasar, quero ser indiferente, quero ser irónica, quero esquecer, quero ser eu.
Quero ironia.
Quero uma vida nova.
Quero sentir-me eu outra vez.
Como daquela vez, quero esse prazer.
Quero dizer assim: "estou-me a cagar para um gajo que não me sabe dar um beijo no pescoço que me dê prazer, que me está sempre a provocar e não dança comigo e que tem muito a aprender na cama".
E quero ficar indiferente.
Estilo "Sexo e a Cidade".
Eu nunca fui de desistir. Não consigo! Por isso é que resisti tanto tempo.
Mesmo quando estive quase a comer o bonzão do amigo continuei a não desistir e quando ia aos cafés com aquela montanha que simplesmente é feita para escalar e me deleitava com as dicas subtéis, infrigi várias vezes a regra número um: "acabar com um relacionamento em que se deseja um diferente."
Sempre achei que não devia ligar. É passageiro, além de que deve ser normal desejar outros homens.
E aí errei.
E errei porquê?
Porque simplesmente não consigo imaginar uma realidade em que não o podesse abraçar não podesse estar com ele, não podesse ser a menina dele.
Mas devia ter desistido.
Devia ter desistido porque apesar de ser aquele que eu queria mesmo, não me dava tudo o que eu queria mesmo.
E não está certo.
Não está certo eu mesmo agora achar que ele continua a ser aquele e que não quero outra coisa senão poder ser a menina dela e que já agora espanco qualquer gaja que se aproximar dele.
E não está certo achar isto, quando sei ao mesmo tempo que preciso de mais. Preciso de viver mais. Preciso de conhecer mais. Preciso que me dêem mais. Preciso da outra realidade que tenho vindo a imaginar ao longo deste tempo, em que ele não passa de um espectador.
Agora não preciso de me preocupar com tomar a decisão de o deixar por achar que preciso de mais para depois me arrepender por chegar à conclusão de que tudo o que precisava era dele. E não preciso de me preocupar porque foi ele quem fez isso e é ele quem se vai arrepender.
E eu agora estou-me a cagar.
Quero escalar as tais montanhas que são feitas para escalar e esquecer o resto.
Quero viver a vida que desejo.
Quero esquecer isto, quero esquecer esta relação, quero ficar indiferente.
E não tenho medo.
Eu sei que consigo.
E já não tenho medo porque não sou eu quem tem que lidar com as consequências. É ele.
Eu vou mudar de vida.

segunda-feira, dezembro 4

"O ar enfadado de ser hoje segunda-feira e não ter o domingo valido a pena."

José Saramago in O Ano da Morte de Ricardo Reis




Para quem gosta do Pessoa e do Saramago recomenda-se. Mas é preciso gostar!

domingo, dezembro 3

Melancolia

Odeio domingos.
Espero pelo fim-de-semana a semana inteira, mas quando chega domingo preferia que fosse outro dia qualquer.
O domingo quase nunca vale a pena.
É o dia da família e o dia em que toda a gente está com a família e a descansar, por isso fico também em casa com a família a descansar e sinto-me aborrecida por não sair de casa ou por sair só durante as refeições. Depois como passo o dia todo em casa a "descansar", acabo por me sentir mais cansada e sem vontade de fazer os trabalhos acumulados.
Conclusão chego ao fim do dia cansada, melancólica e com remorsos de já que não fiz nada e tive o dia todo em casa, não o ter aproveitado para adiantar trabalho.
Ou se não for para adiantar trabalho, para pelo menos ter cuidado de mim com um banho relaxante e um bom livro. Mas não o final daquele filme pareceu-me impossível de perder e o livro foi sendo lido entre intervalos de filmes.
Agora apetecia-me ter saído para ir fazer desporto e ter aproveitado a tarde para um bom banho relaxante, com tudo aquilo a que tenho direito.
Como sempre, fica a promessa de mais uma vã tentativa de alterar este ciclo melancólico do início de uma semana que não apetece e que representa mais trabalho acumulado.
Odeio estes padrões.

sábado, dezembro 2

Moderna Clássica

Tenho-me apercebido de um fenómeno estranho. Voltei aos clássicos. E não só voltei aos clássicos como me sinto orgulhosa disso. Na verdade sinto-me mais eu. Não só me sinto orgulhosa disso como me sinto superior. Superior ao que era antes e superior às pessoas que são como eu era.
Na realidade esta faceta de menina renascentista, feminina, afável e ao mesmo tempo rebelde, que gosta de música, de dança e de livros, menina do coro e estudante universitária responsável assenta-me na perfeição.
Assenta-me tão bem que vejo isso nos olhos das outras pessoas de cada vez que as olho.
Sempre fui um bocado intimidante e sempre me quiseram como líder.
Mas comecei a fazer as coisas da maneira errada. Achava que era com rebeldia que conseguia as coisas e ser aceite da maneira que queria. Ao tentar ser diferente de mim própria para me sentir como queria, afastei-me de mim mesma e do que queria ser. Finalmente tenho maturidade suficiente para saber que basta-me ser eu própria para fazer o que quero, o que gosto e ser aceite e respeitada pelas pessoas.
Hoje sei o efeito que tenho nas pessoas.
Sei o efeito que tenho nos homens. E sei também que esse efeito é reforçado pelo facto de não ser uma "daquelas disponíveis", mas sim inacessível com namorado.
Sei o um sorriso faz. Sei o que ser verdadeira faz.
Não preciso de jogos de mulheres.
Não preciso que me digam que sou bonita, simplesmente porque me é indiferente e sinto-me orgulhosa de ficar admirada de cada vez que o dizem.
Não precisam que me digam que sou inteligente. Gosto mais que me desafiem a ser mais.
Não preciso que me digam que sou atraente. Eu também não vou fazer nada para o ser mais ou menos.
Não preciso que me digam que sou simpática e afável. Eu trato os outros da maneira como espero que me tratem a mim.
Não tenho paciência para jogos de mulheres.
Mas sei que com um olhar, um sorriso, a minha voz e sendo verdadeira, me tratam como se fosse uma princesa.
E eu adoro isso.
Adoro ser tratada como uma princesa.
Adoro que me peguem na mala e que me acompanhm até à porta e me dêem a mão para descer as escadas por causa dos saltos.
Adoro que me façam as vontades todas com paciência e que sorriam ao fazê-lo.
E gosto de conseguir isso tudo sem me esforçar nem fazer nada por isso.
Gosto de estar com o meu namorado sem fazer jogos e de saber que ele me faz as vontades e sentir-me uma princesa por isso. No entanto, sem nunca pensar que tudo aquilo que ele faz não lhe é devolvido com a minha devoção e afecto.
Não preciso de dominar um homem para me sentir uma mulher moderna.
Sou independente e gosto de o ser.
Sou uma mulher moderna e não sou nenhuma cabra.
Não preciso de ir para a cama com um diferente por semana, para me sentir melhor ou para ter mais prazer.
Faço aquilo quero e não aceito que me metam contrarieades ou que discordem de mim. Gosto de ser criticada mas não aceito ser impedida.
Sei ser impiedosa e não preciso de ser uma cabra para isso.
Só preciso de mim.
E de mim só preciso de ser verdadeira.

Que se lixe

Eu sou agressiva a escrever.
A sério que sou!
Gosto de escrever palavras chocantes, gosto de expulsar os sentimentos todos através de palavras e gosto de as ler com indiferença no fim. Indiferença não sei se será a palavra certa. É mais superioridade para ser sincera...
De todas as coisas que gosto de fazer, esta é das que gosto mais, das que me faz sentir melhor comigo própria... Mais eu.
No entanto, a Blogosfera já não é o que era... Para começar, tornou-se um pouco perigoso escrever. Tenho sempre medo que os olhos errados leiam e para escrever sem ser com fúria de sinceriedade, também não vale a pena fazê-lo. Depois, tornou-se demasiado comercial. Antes eramos menos, tinha mais piada. Hoje em dia em já nem sei bem quem são os bloggers da moda, tirando os oldschool.
Eu não gosto de cultura de massas. Por isso afastei-me.
Mas vou regressar. Mesmo que seja para não ter comentários neste cantinho, nem ser conhecida nem conhecer, pensei: "Que se lixe!"

quarta-feira, setembro 20

Segredos

Tenho dois segredos.
Um é a realização de um desejo profundo e omnipresente. Um desejo que nunca me abandonou. A junção de um desejo com um sentimento que nunca me deixa completamente, que sempre me persegue, que nunca se volotiza em pensamento para fora da minha mente.
É um segredo de amor. Por amor. Com amor.
É um segredo que me preenche, que torna os meus dias preenchidos, porque faz com que cada pequenina coisa tenha um sabor diferente, mesmo sem estar presente. É um segredo que me dá esperança, que me traz confiança, que me faz sentir forte e completa.
É o meu bem mais sagrado.
É o que me dá força para continuar, consistência para não desistir e alegria para conseguir apreciar os pequenos nadas da vida.

O meu outro segredo é mais obscuro.
É um segredo em que eu me sinto mais perto de mim, perto de como era. É um segredo em que me sinto livre, mas que traz traições e dúvidas e que tanto me dá liberdade como me traz o vazio.
Mas este segredo também tem significado. Também me faz sentir viva, também me dá esperança e também me seduz para enredar por ele. E seduz-me porque corresponde a uma lufada de ar fresco na minha vida.
Mas não é puro.
E agora é muito tarde.
E a verdade é que eu tenho pena que o seja.
Mas eu sei o que está certo e também sei o que quero mesmo realmente. E sei igualmente o que não se poderia realizar de maneira nenhuma, tal como sei que não me vou esquecer e que vou levar essa memória como um farol para me guiar durante os meus dias.

domingo, setembro 17

A New Beginning

A vida é engraçada.
Eu custumo dizer que é irónica e é. Mas também é profundamente engraçada.
Batalhamos durante meses com um sentimento, até que a nossa certeza se vai começando a degradar lentamente. Finalmente chega um momento em que a força já não permite que essa batalha perdure e em que as coisas acabam.
Correm lágrimas, ficam dúvidas, doem mágoas.
Mas depois acontece.
Assim, como quem não quer a coisa, aquele bichinho que estava cá dentro vai-se libertanto e vai revelando aquilo que já há algum tempo sabiamos, mas que ainda não tinhamos querido admitir. E esse bichinho vai-se tornando maior até sustentar a dor que o outro sentimento provoca e se tornar na nova luz que ilumina o novo caminho e nos arranca da escuridão.
Porque deste negro devorador, onde reina a tristeza, eu vou encontrando passos vacilantes que me ajudam a percorrer o tunel e a voltar para a luz. A luz onde a vida é bonita, a família é unida e os amigos são os mais leais de todos. E todo o caminho é sustentado por um abraço quente e forte que me protege e me ajuda.
Agora chega!
Não regressarei mais a algo que não me fazia sentir bem.
Vou manter os meus pés neste caminho e vou permanecer-lhe leal.
Não voltarei a sofrer pela mesma razão.
Não tenho medo de falhar.

sábado, julho 22

Esperar

Odeio esperar.
O estúpido é que grande parte da nossa vida tem que ser feita a esperar... Esperar por conseguir adormecer, esperar pelos resultados do médico, esperar pelo jantar, esperar pelo autocarro, esperar pelo momento certo, esperar que uma criança nasça, esperar que alguém regresse, esperar pela independência, esperar, esperar, esperar...
Esperar é uma prova de amor. Mas, fazer esperar pode também provocar a destruição desse amor.
Eu agora espero deixar de me sentir assim.
E não consigo.
Era mais fácil arrancar o coração do peito e viver a vida simplesmente como se não o tivesse.
No fundo é tudo uma merda e não passa de tretas, mas as pessoas insistem em tentar negar as evidências e si próprias.
E o mal de tudo isto é que é mais fácil ignorar uma opinião pessoal, a ignorar um sentimento.
Um sentimento que nos consome.
E que não desaparece...
Resta esperar... Porra!

quinta-feira, julho 20

Apetecia-me escrever... Mas há tanto cá dentro que se começasse a falar não ia sair nada... Ficava tudo preso. Vou escolher uma pequena coisa e vou tentar começar por aí... Passinho a passinho.

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